Instantes Perdidos

Instantes que se perdem na vida rodopiante e alucinada... Instantes escritos em poesia na busca da perfeição.

terça-feira, março 29, 2005

Pintei de negro o papel...

Example



Enrosquei-me em ti, fiz de conta...
Enrosquei-me nos teus braços quentes,
Constatei os passos da afronta,
Como a temperatura minha que os aqueceu,
Ri do jardim coberto de serpentes,
Lá fora, o sentido do que não nasceu,
Em ti agora a minha inocência faleceu...
As pétalas negras das flores ausentes...
A tinta escorre por mim negra...
O alaranjado do céu desapareceu,
Depressa o céu escuro a terra rega,
A minha parca tinta desbota no teu papel,
Da saliva a palavra que a minha língua esfrega,
Borboleta que do meu jardim és fiel...
Ajoelhei-me aqui agora,
Mexi na terra molhada e fria, agradável a textura,
Que aqui da escura chuva que molha,
Enterrei o teu papel manchado de tinta escura.
E das pétalas negras fiz a recolha,
Para o nosso ninho de candura...

Assin: Artur Rebelo
(Incluído na colectânea “Dores”)

3 Missivas:

  • Blogger litle lucy, escreveu…

    finalmente consigo comentar-te..xiça.. o meu pc ta mesmo a precisar de reforma

    Ó Artur, que mais poderemos dizer? ès um poeta e desenhas palavras nas nossas almas

    um beijo doce Rose*

     
  • Blogger Uma estrela errante, escreveu…

    Lindo, lindo

    Adorei poeta!


    jinho

    Isa

     
  • Blogger Vera Cymbron, escreveu…

    Pintas o papel da minha essência todas as vezes que te leio...
    JINHO, mais uma vez fabuloso!

     

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