Instantes Perdidos

Instantes que se perdem na vida rodopiante e alucinada... Instantes escritos em poesia na busca da perfeição.

quinta-feira, abril 07, 2005

Chuva de plumas

Voam plumas brancas
De ofegantes rebentos,
Do colchão da cama saídas,
Algumas prostadas no chão caídas...
Neste quarto quente do momento,
Que marca as fronteiras de sentimento,
Nos corpos suados em desassossego...
Contemplo teu corpo dormento,
Atravesso esse teu corpo em festas
Vou pintá-lo com o meu suor de enredo,
Vou pintá-lo com o liquido que me resta,
Nos corpos húmidos pelo teu reflexo,

pluma

Vou pintar teu amor com o meu sexo
Até tatuar teus seios no meu peito...
Escorre o suor das volúpias sentidas,
Sinto-as com sabores neste leito,
Mais plumas nascem perdidas,
Deste velho colchão renascidas
Onde o nosso amor se expressa
Sem feridas...
Faço do teu corpo a minha pressa...

Assin: Artur Rebelo

6 Missivas:

  • Blogger Vênus, escreveu…

    Lindo momento de amor, entre o suor e a pluma...suave , encantador seu poema...
    BJS
    NANE

     
  • Blogger Vênus, escreveu…

    Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

     
  • Anonymous fadadafloresta, escreveu…

    muy caliente....
    adorei...

    Bj grd
    Fada_O

     
  • Blogger Vera Cymbron, escreveu…

    Queria que esta chuva caisse em mim apenas por te ler...é lindo tudo o que escreves.
    Jinhos

     
  • Blogger litle lucy, escreveu…

    será preciso dizer mais alguma coisa?

    " Devoramos a noite
    que teima em pousar sobre os nossos corpo
    que transbordam paixão
    a sombra do anoitecer
    mancha a pele

    entreabres os lábios e
    respiras devagar.
    ambos devoramos o mel das acácias
    e os sonhos

    encostados à melancolia
    sorrimos apaixonados,
    aquecidos.
    as almas escorregam para um lugar proibido
    misterioso
    e só regressam quando os corpos
    atingirem o cume do prazer


    Colamos as mãos,
    palma com palma...
    Teus dedos longos, de marfim,
    passeiam pelo corpo
    sedento de ti..
    de seda é a tua pele
    que arrepia...
    E boca contra boca, a sorver bagos de âmbar,
    assim ficámos nós até que veio a manhã
    deitar-nos devagar sua mística rede.


    adormecemos,
    embalados pelo amor."


    Rose
    ...levemente apaixonada..

     
  • Blogger Uma estrela errante, escreveu…

    Lindo!
    Gosto muito de te ler.

    Bom fim de semana!

    beijo

     

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