Instantes Perdidos

Instantes que se perdem na vida rodopiante e alucinada... Instantes escritos em poesia na busca da perfeição.

segunda-feira, junho 27, 2005

Tenho medo de ti...

Tenho medo de ti,
Porque a lágrima que mesmo fraca
Uma distância percorre,
E a alma dos olhos
Brotando na face onde morre
Deixa a sua húmida marca...

Tenho medo de ti,
Ao desenhar os problemas
Que na verdade da vontade
Eles me matam resgatando
A prisão sem algemas
Que se chama felicidade...

Tenho medo de ti,
Porque talvez a ti amo
Que mesmo sem palavras rimando
Chamo eu de verso,
Que é o que chamo
Ao teu corpo a descoberto...

Tenho medo de ti,
Porque és demasiado bela
Para o que amanhã me espera,
Tal fracção que se imobiliza
No teu ser que de medo me gela
Mesmo sem a mais fria brisa...

No teu corpo que se adorna
Colado ao meu peito aqui,
Do sentimento que não
Sairá daqui tão cedo...
Porque de ti,
Eu continuarei a ter medo...

Assino: Artur Rebelo

6 Missivas:

  • Blogger persephone, escreveu…

    "Tenho medo de ti,
    Porque talvez a ti amo
    Que mesmo sem palavras rimando
    Chamo eu de verso,
    Que é o que chamo
    Ao teu corpo a descoberto...
    (...)
    No teu ser que de medo me gela
    Mesmo sem a mais fria brisa..."

    Que mais se pode dizer?

    BRAVO!

     
  • Blogger Vera Cymbron, escreveu…

    Eu também tenho medo de amar...
    Há sofrimentos que não se esquecem...
    Jinhos

     
  • Anonymous mocho, escreveu…

    Pois é, o amor é um contrasenso. E quanto mais medo se tem...mas envolvido se fica. Que poema tão real!

     
  • Anonymous gaivotadaria, escreveu…

    Encontrei o caminho do teu blog pelo Barroco do Mocho :)
    Ainda bem, encontro um blog com poemas lindos.

     
  • Blogger Cathy, escreveu…

    Pronto, para que que falei do anterior..gostei mais deste...e do proximo o que direi?...Bom arthur..ADORO-OS a todos...:)
    jokas...m0rena

     
  • Blogger Uma estrela errante, escreveu…

    Belo poeta!
    Adoro beber as tuas palavras....

    um beijo meu

    Isa

     

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