Instantes Perdidos

Instantes que se perdem na vida rodopiante e alucinada... Instantes escritos em poesia na busca da perfeição.

quinta-feira, junho 23, 2005

Vendida a memória dos olhos


Escuto as ondas do mar caiadas a frio,
Dormências desalinhadas no afecto
Como se fosse o olhar sombrio
Da recusa que o amor sente
A um não, como resposta do acto secreto...
Criei a nostalgia de antigos delírios,
Cavalguei por caminhos sem gente,
Eram caminhos na dor e mau aspecto
Onde o néctar dos meus olhos frios
Escorria e vagueava no rosto inquieto...
Despida a alma da luz sem piedade
Que matou este sonho meu,
Agora expresso no olhar
Mostra que esta vaidade
Que era te amar na memória...
...Ela se colou,
E nesta dor junto os meus olhos
Que os tomo já velhos na idade
A memória deles já eu vendi
E tudo o mais que restou.

Assino: Artur Rebelo (Incluído na Antologia “Dores”)

4 Missivas:

  • Anonymous Marisocas, escreveu…

    O teu canto é um ar que se respira com vontade, mesmo que seja um ar perdido de encantos. Um grande beijinho!

     
  • Blogger persephone, escreveu…

    As memórias perduram, mas deixa que as coisas más desapareçam
    Um beijo do tamanho do mundo

    Rose

     
  • Anonymous mocho, escreveu…

    Pois é, Artur, às vezes uma grande paixão do passado cola-se-nos ao presente e ao futuro. E por muito que andemos, respiremos, vivamos, amemos...ela lá está a acompanhar-nos sempre. Mais um poema lindissimo. Parabens pela tua sensibilidade.

     
  • Blogger Natércia, escreveu…

    Estou furiosa. Desculpa, não é contigo; voltarei mais tarde para comentar…

     

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