Instantes Perdidos

Instantes que se perdem na vida rodopiante e alucinada... Instantes escritos em poesia na busca da perfeição.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Traição...



A cada palavra que soletravas,
Era uma farpa que se cravava na carne...
Então fugi daquela noite escrita em dor,
As tuas palavras já não escutava,
Nada existia simplesmente me odiavas...

Agora neste momento calmo ao meu dispor,
Os meus Olhos mancham tristes este papel,
Das palavras que me atiraste faço o poema.
Um poema que seja como o punhal, cruel...
Este dia cinzento é dia que me arde...
A frieza do tormento o meu tema,
Chamem o que quiserem até cobarde,
Mas ninguem sente esta dor extrema...


Escrevo os derrames que acho certo
Nesta folha humida de cor pastel
Que vai deambulando em verso...
Confesso à pena todo o meu fel,
Escrevo a dor maior do universo...


Assin: Artur Rebelo

7 Missivas:

  • Blogger Uma estrela errante, escreveu…

    Bom poema!
    Gostei muito!

    Isa**

     
  • Blogger litle lucy, escreveu…

    e assim acaba uma história

    ou recomeça
    a da vida

    rose

     
  • Blogger litle lucy, escreveu…

    Boa noite poeta

    até um dia

    sê feliz


    rose*

     
  • Blogger Lana, escreveu…

    há males k vêem por bem *

     
  • Blogger Aromas Do Mar, escreveu…

    Ao longo da vida vamos recomeçando muitas vezes, é a nossa sorte!
    Bom fim de semana Artur
    Beijo grande
    MR

     
  • Anonymous Anónimo, escreveu…

    A cada palavra que escreves, delicio-me. E sinto-me mal por me deliciar com aquilo que escreves quando sofres...
    És bonito, na hora de escrever a tristeza...

    Um xi,
    Cláudia

     
  • Anonymous menina_marota, escreveu…

    "Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
    Enterro de tua última quimera.
    Somente a Ingratidão - esta pantera -
    Foi tua companheira inseparável!

    Acostuma-te a lama que te espera!
    O Homem que, nesta terra miserável,
    Mora entre feras, sente inevitável
    Necessidade de também ser fera

    Toma um fósforo, acende teu cigarro!
    O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
    A mão que afaga é a mesma que apedreja.

    Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
    Apedreja essa mão vil que te afaga.
    Escarra nessa boca de que beija!"

    [Augusto dos Anjos in Versos Íntimos]

    "...Mas ninguém sente esta dor extrema..."

    Deixo-te um beijo e um regresso à Vida, vivida e compreendida...

    http://eternamentemenina.blogs.sapo.pt/

     

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